Elvis Pfutzenreuter: Conectiva Linux

O episódio de hoje marca o início de um mini-projeto que estou planejando há algum tempo: conversar com o pessoal que iniciou e trabalhou nos primeiros anos da distribuição  Conectiva Linux! Ao longo das próximas semanas vou tentar entrevistar um membro desta distribuição que foi tão importante nos primeiros anos de internet no Brasil, e publicar um novo episódio fora da agenda, assim que sair do forno!

Para dar o pontapé inicial, bati um papo com o Elvis Pfutzenreuter, que trabalhou inicialmente como documentador e depois mantenedor nos primeiros anos de 2000. Durante nossa entrevista conversamos como foi que ele foi parar na Conectiva, como que era o dia-a-dia no escritório, a sua saída prematura, e sobre como o Brasil precisa de mais autoria e menos ideologia!

Resumo:

  • Apresentando a Série Conectiva 00:39
  • Apresentação 01:00
  • Começo na Conectiva 01:30
  • Dia a Dia no Escritório 06:30
  • Quanto Tempo no Ar? 07:54
  • Conectiva em New York 08:58
  • Saída Prematura 10:27
  • Maioria do Sul do Brasil 11:39
  • Dudes 12:39
  • Onde Está Agora 14:07
  • Melhor Memória 15:33
  • Red Hat Brasileira 16:24
  • Brasil: Mais Autoria, Menos Ideologia 19:04
  • Top 5 22:01
  • Conclusão 27:22

Top 5:

Links:

* Música: Ain’t Gonna Give Jelly Roll by Red Hook Ramblers is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives (aka Music Sharing) License.

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10 opiniões sobre “Elvis Pfutzenreuter: Conectiva Linux”

  1. Og, muito legal sua iniciativa.
    Conectiva foi a 1a. distribuição que utilizei (e que “bati” muita cabeça, também), ainda do tempo do RHCL (Red Hat Conectiva Linux) nos idos de 1998!!! Ainda acompanho o desenvolvimento do Mandriva de longe.
    Apenas para complementar a Conectiva foi fundada em agosto/1995 e foi adquirida pela Mandrake em janeiro/2005.

  2. Ideia pra lah de heptacional! Meu primeiro contato, e de muitissima gente, foi atraves de um cd da conectiva distribuido em uma revista Geek da Scala. Volta e meia ainda dou uma lida na revista que guardo com muito carinho. Pode-se dizer sem medo que mudou minha vida.

  3. Eu utilizei o Conectiva Red Hat Linux Marumbi, inclusive, rodava bem no meu 486 DX-4.

    Tenho inclusive um screenshot dele: http://img189.imageshack.us/img189/5365/486crhlmar.gif

    O CRHL Marumbi é de 1998, se eu não me engano. Obtive por meio de uma Revista Geek, que creio que na época já era editada pela Digerati.

    O X suportava meia dúzia de placas gráficas, o kernel 2.0.34 só reconhecia minha placa de som se ela já estivesse em modo Sound Blaster e eu geralmente carregava o Linux utilizando o LoadLin pelo DOS.

    No geral, era um sistema razoavelmente limitado por padrão, principalmente se você não podia rodar o KDE (meu caso). GIMP, Netscape, Emacs, VI Improved, bash, TCL/Tk, gcc, XFig, groff, minicom, FVWM, screen, Midnight Commander, Perl, Python…. isso basicamente fazia o ambiente ser o que ele realmente era: um Unix-like pelado, orientado a pacotes e com um painel de controle para tentar facilitar algumas coisas, como a instalação de pacotes (que também podia ser feita via CLI com o rpm) e de impressoras. Quem usava com paixão, fazia muito, até… mas do contrário, não era lá muito atrativo.

    O CRHL era praticamente um Red Hat com traduções. Do 4 em diante ele ganhou mais personalidade. Me lembro dos releases mais recentes, com Linuxconf, depois, me lembro do Synaptic, trabalhando com pacotes RPM (surgiu no Conectiva e o logotipo deve estar no Synaptic até hoje). Me lembro do Modular Installer, me recordo do artwork, dos papéis de paredes com naves espaciais em 3D… era razoavelmente caprichado. Os releases mais recentes eram visivelmente voltados ao KDE, mas a Conectiva também tinha certos cuidados com o GNOME. O Window Maker chegou a ser a interface padrão e o Kojima chegou a trabalhar na Conectiva.

    Tenho praticamente todas as edições da Revista do Linux, tenho também um guia de usuário do Conectiva Linux 7. A RdL era excelente. Se quiserem ter um panorama dos nossos “killer apps” em 2000, não se acanhem, visitem http://augustocampos.net/revista-do-linux/007/capa.html. O Augusto mantém as edições vivas até hoje para consulta. Todo CD distribuído com a RdL geralmente continha as edições, cheguei a lê-las até com o lynx no passado, em modo-texto.

    Tenho boas memórias…

  4. Prezados,

    Parabéns, por essa iniciativa me lembro do linux em 99 quando fiz estagio num provedor chamado easynet no tempo da Estácio no rio de janeiro , acabei indo para o outro lado da força , mais retornei para o linux em 2007 , finalmente tomei vergonha na cara e tirei a lpi 101 e vou fazer logo a 102 , realmente o linux , muda a sua concepção de ver a informatica

  5. Muito bom ouvir sobre a Conectiva depois de tanto tempo. Acredito que uma das pessoas que você teve contato em Nova Iorque foi o André Ruiz o outro eu não lembro quem foi. Como sugestão, seria legal ouvir uma entrevista com o Rodrigo Stulzer, ele tem muita coisa da memória da Conectiva.

  6. Wow! Meu pai comprou um box de instalação do Conectiva Linux há um bom tempo atrás. Era criança ainda, nem consegui instalar…

    E sobre as músicas, hmmm… Bach é soberano mesmo, mas bem que o Jacob poderia ter ficado numa posição melhor. :D

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